
PALESTRAS SOBRE LEGISLAÇÃO E MERCADO PARA FUTUROS TÉCNICOS AGRÍCOLAS NA ESCOLA ETERRG
11 de junho de 2026
Capacitação em mecanização chega à Escola Guaramano
13 de julho de 2026
Debate na Assembleia Legislativa apontou desafios para manter laboratórios vivos, ampliar equipes técnicas e melhorar a gestão das unidades produtivas
A audiência pública sobre “O futuro do Ensino Técnico no Rio Grande do Sul”, realizada nesta segunda-feira (29) na Assembleia Legislativa, apontou demandas específicas das escolas técnicas agrícolas, especialmente em gestão, recursos humanos e financiamento. O encontro reuniu representantes do setor e contou com a participação do presidente da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea), Fritz Roloff e diretores e representantes de oito escolas agrícolas estaduais, além de alunos, professores e representantes de outras modalidades da Educação Profissional no RS.
O debate ajudou a qualificar as demandas do segmento e a evidenciar as especificidades dessas instituições. O foco das pronunciamentos se deu com ênfase das escolas agrícolas que são diferentes. Elas não fecham ao longo do ano, trabalham com laboratórios vivos e exigem uma demanda especial de recursos humanos, especialmente professores qualificados para a área técnica e profissionais de apoio pedagógico.
Também foram citadas dificuldades enfrentadas pelas unidades de ensino, especialmente na gestão das Unidades Educativas de Produção (UEPs).
Outro ponto discutido foi a operacionalização de recursos e a ampliação das formas de financiamento. Entre as alternativas debatidas está a viabilização de parcerias público-privadas (PPPs), voltadas a projetos pedagógicos e ao apoio de empresas locais. Não se busca transferir a gestão da escola para uma empresa, mas de criar condições para que as próprias instituições busquem parcerias com empresas interessadas em apoiar projetos pedagógicos, poderaram os manifestantes.
As propostas apresentadas buscam ampliar a participação da comunidade no processo educacional sem concentrar a gestão em um único parceiro. A ideia não é ter uma única empresa gerenciando tudo, mas permitir que diferentes parceiros contribuam, fortalecendo o vínculo da escola com a comunidade.
A audiência contou com representantes de oito escolas técnicas agrícolas, entre elas a Escola Técnica Estadual Visconde de São Leopoldo, Escola Estadual Técnica Celeste Gobbato, de Palmeira das Missões, Escola Estadual de Ensino Médio Ildefonso Simões Lopes, de Osório, Escola Estadual Técnica de Agricultura - EETA de Viamão, Colégio Estadual Técnico Agropecuário Dr. Zeno Pereira Luz, de Encruzilhada do Sul, Escola Estadual Técnica Guaramano, de Guarani das Missões, Escola Estadual de Educação Profissional de Carazinho- EEPROCAR de Carazinho e Escola Estadual de Ensino Médio Getúlio Vargas, de Fontoura Xavier.
Também estiveram presentes entidades ligadas ao setor e da Superintendência da Educação Profissional do Estado (Suepro). O presidente do Conselho de Diretores das Escolas Técnicas Agrícolas do Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Cosmam, ressaltou em sua fala que o Rio Grande do Sul tem um grande desafio ao lembrar que nos países desenvolvidos o percentual de jovens que cursam o ensino técnico chega a mais de 70%. “Aqui no Estado este índice fica entre 11% e 12% e sabemos o quanto as escolas técnicas abrem portas e preparam os jovens para serem empreendedores, protagonistas, independentemente de onde irão atuar”, colocou. Já o presidente da Associação dos Ex-Alunos da Escola Técnica Agrícola ETA, Adriano Luiz Kubiak, que sugeriu este debate, reiterou a necessidade de profissionalizar cada vez mais as escolas agrícolas. "Hoje temos algumas precariedades no ensino e essas escolas precisam de apoio. E essa audiência pública é o passo primário para continuarmos essa busca por mais autonomia de gestão", salientou.
Kubiak também destacou a importância das parcerias público privadas e a necessidade de um concurso público para as escolas agrícolas. "Nós enviamos técnicos agrícolas para vários lugares do Brasil e do mundo, portanto temos que profissionalizar o corpo docente", finalizou.
O presidente da Agptea também defendeu maior estrutura para a Suepro, com ampliação da capacidade de atendimento às escolas. “É fundamental apoiar a estrutura para que tenha maior abrangência em recursos e suporte pedagógico às escolas”, concluiu.





